A uma semana semeio os medos do meu enrredo
Há semanas que não me olho no espelho,
A uma semana a canção nos meus ouvidos eram suas
Há semanas que 1/3 de mim, reza,
o resto, é respeito.
A uma semana eu era 1 e você era inteiro
Hoje sou mais 1 e você cicatriz,
A uma semana respirava os enganos
Hoje repouso sobre as lembranças dos erros.
Ontem morreu o ciclo das lágrimas
Amanhã, época de secas sem você dentro...Enfim,
Ontem eram jardins, flores, cores, jasmim
Amanhã,tenho medo, das folhas secas e do fim.
Há semanas que não me esqueço do nosso começo
Quantas semanas vou suportar o nosso fim?
A uma semana que a semana não termina,
Quantas semanas mais, vou viver assim?
Ontem eu era...
Hoje eu sou...
Amanhã, quem me dera...
Tantas quantas forem as primaveras
Serei seu, mesmo que você,
Seja de todos, enfim...
ANDI VALENTE.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
vai...faz...
Faz o que fazem os apaixonados
um abstrato tangível,
Faz em mim
algo palpável,
materialidade crível
Faz de mim
Faz assim algo incrível
conteúdo concreto de amor
Faz assim,
teor da ciência perfeita
sopro divino,
Faz de mim,
fé que move os moinhos
Faz assim,
Faz o que fazem os enamorados,
Fazes de mim amor,
razão , justificativa de paixão,
Faz,
assim,
algo que seja só nosso,
o segredo dos desejos,
Faz de mim,
Faz assim,
só pra mim,
só,
pra eu dizer que te amo
faz,
faz assim
motivo
pra que eu viva a esperar
o dia clarear
a noite chegar,
costurando às tardes
entre o gosto do beijo
e o cheiro das lembranças
das intensas madrugadas.
Vai,
Faz,
Faz assim,
Faz com que eu não esqueça,
Faz em mim
Faz.
Amor casual,
paixão sem igual,
Faz como fazem os amores
uma declaração
crava no meu coração
seu nome, bem assim
devagarim
facim
vai
Faz,
de mim eterna paixão.
Só faz de mim assim
vai
Faz...
andi valente.
um abstrato tangível,
Faz em mim
algo palpável,
materialidade crível
Faz de mim
Faz assim algo incrível
conteúdo concreto de amor
Faz assim,
teor da ciência perfeita
sopro divino,
Faz de mim,
fé que move os moinhos
Faz assim,
Faz o que fazem os enamorados,
Fazes de mim amor,
razão , justificativa de paixão,
Faz,
assim,
algo que seja só nosso,
o segredo dos desejos,
Faz de mim,
Faz assim,
só pra mim,
só,
pra eu dizer que te amo
faz,
faz assim
motivo
pra que eu viva a esperar
o dia clarear
a noite chegar,
costurando às tardes
entre o gosto do beijo
e o cheiro das lembranças
das intensas madrugadas.
Vai,
Faz,
Faz assim,
Faz com que eu não esqueça,
Faz em mim
Faz.
Amor casual,
paixão sem igual,
Faz como fazem os amores
uma declaração
crava no meu coração
seu nome, bem assim
devagarim
facim
vai
Faz,
de mim eterna paixão.
Só faz de mim assim
vai
Faz...
andi valente.
lembro...
Não me toque
Eu não preciso do seu toque pra saber que existo
Minhas frustações não estão perdidas
Elas estão aqui, no cruzamento entre
as decepções que deixastes
e as esquinas de outros dias.
Descontrolado amor
Desmedido silêncio que me provoca
Desenfreado choro que chia
Cartas de amor que acredito
É por elas que vivo.
Irreal e inconstante amor
O bonde passou e eu fiquei a ter esperança
desde de criança, que
fosse você de bicicleta
minha vida em duas rodas
e você por toda vida
fui,
fostes,
fomos,
e nunca nos encontramos
foi
foram
todas as esquinas, as ruas,
as prosas,
as paredes cor-de-rosa
e os ramalhetes
eram só tamanho
de espinhos
e rosas
murchas,
flautas mudas
eu
seco
sem endereço
beijo o lenço
e lembro
os momentos,
só os momentos
os piores,
mas lembro.
andi valente.
Eu não preciso do seu toque pra saber que existo
Minhas frustações não estão perdidas
Elas estão aqui, no cruzamento entre
as decepções que deixastes
e as esquinas de outros dias.
Descontrolado amor
Desmedido silêncio que me provoca
Desenfreado choro que chia
Cartas de amor que acredito
É por elas que vivo.
Irreal e inconstante amor
O bonde passou e eu fiquei a ter esperança
desde de criança, que
fosse você de bicicleta
minha vida em duas rodas
e você por toda vida
fui,
fostes,
fomos,
e nunca nos encontramos
foi
foram
todas as esquinas, as ruas,
as prosas,
as paredes cor-de-rosa
e os ramalhetes
eram só tamanho
de espinhos
e rosas
murchas,
flautas mudas
eu
seco
sem endereço
beijo o lenço
e lembro
os momentos,
só os momentos
os piores,
mas lembro.
andi valente.
tua.
Entre soluços revoltados, sangue
Um mar revolto em seus olhos, suspiro
Uma tarde sob o vermelho rio negro, recompensa
Promessas escritas com o seu sorriso, eternidade
A noite entenebreceu o marfim da minha esperança
O meu coração mortificado pelas lembranças,
tuas,
em mim,
Suja o caminho,
enterra um punhal nos passos absurdos a te
procurar.
A garganta silencia
magoa,
jura,
pura
crua
a garganta acentua a grita
tua.
andi valente
Um mar revolto em seus olhos, suspiro
Uma tarde sob o vermelho rio negro, recompensa
Promessas escritas com o seu sorriso, eternidade
A noite entenebreceu o marfim da minha esperança
O meu coração mortificado pelas lembranças,
tuas,
em mim,
Suja o caminho,
enterra um punhal nos passos absurdos a te
procurar.
A garganta silencia
magoa,
jura,
pura
crua
a garganta acentua a grita
tua.
andi valente
oto.
O mar de chocolate
hipnotiza
a fronte
da obiza
a
coriza
saudira
saudita
ruim o rim do fígado
baleado do lado
a disposição
açúcar
jasmim
ir além
caqui
raotoeira
raspo
ratim
oi
uim
dois dim
abaetê
abcateiro
banana
ana
nanica
gerais
eitá
cupim
namorico
ico
bandito
banquinho
banquim
tantim
tadim
quindim
enfim
oto
to
no fim
hipnotiza
a fronte
da obiza
a
coriza
saudira
saudita
ruim o rim do fígado
baleado do lado
a disposição
açúcar
jasmim
ir além
caqui
raotoeira
raspo
ratim
oi
uim
dois dim
abaetê
abcateiro
banana
ana
nanica
gerais
eitá
cupim
namorico
ico
bandito
banquinho
banquim
tantim
tadim
quindim
enfim
oto
to
no fim
sábado, 2 de outubro de 2010
Poeta do pára-brisa.
O mar de pichain em noite de lua cheia
morenos, negros, enrrolados, suados
com seus textos numa mão e noutra a flanela
molhada, manchada, enxarcada, surrada
bailam entre os expectadores atonitos
pela indignação ou pela pluralidade de expressão.
O poeta do pára-brisa prefere as madrugadas
às noites enluaradas,
suas mãos descrevem os sofrimentos pelos
movimentos contínuos,
sua alma embaçada faz da flanela
uma caneta encantanda, seus braços
são as páginas de uma história inacabada.
O poeta singelo, desembaraça suas traças
nas vidraças das carcaças quadrupedes
motorizadas, que trazem o pavor dos olhos
o medo alcoólico, o lúdico sóbrio, um medo
módico, pelo simples gesto de um limpar
de olhos.
Os poemas são versos ricos, de mensagens
nobres, mas em água benta, beatifica
os vidros dos condutores atrás apenas de:
- Uma moeda por favor.
Qualquer coisa serve para esse nobre pedestre
de gestos estimulantes, pedantes de uma vida
de significantes, rimas que os trapos teimam
limpar num bailar dançante da palhetas.
O poeta circula itinerante, pelos vãos, entre
um andante e outro, atrás de um sentindo
nobre para suas escritas que não se publicam
poemas raros, frases de um idioma comum
dores sentidas nas cabeças e mãos que dizem não,
não quero, não precisa, hoje eu não tenho nada,
poeta,
maltrapilho, malandro, vagabundo errante.
O mar de poetas que inundam as vias das cidades
frias, com discursos repetidos, dores demasiadamente
distintas, frustram a multidão, acomodada a decifrar o
óbvio, incomodada com a mudança, indignada com o não
que não tem tolerância,
não entende a extensão da beleza
que a pureza das mãos e a escrita borrada no vidro
e o trocado maldito, podem mudar uma criação, ritmar
uma canção, salvar uma nação ou simplesmente
mortificar um coração.
andi valente.
morenos, negros, enrrolados, suados
com seus textos numa mão e noutra a flanela
molhada, manchada, enxarcada, surrada
bailam entre os expectadores atonitos
pela indignação ou pela pluralidade de expressão.
O poeta do pára-brisa prefere as madrugadas
às noites enluaradas,
suas mãos descrevem os sofrimentos pelos
movimentos contínuos,
sua alma embaçada faz da flanela
uma caneta encantanda, seus braços
são as páginas de uma história inacabada.
O poeta singelo, desembaraça suas traças
nas vidraças das carcaças quadrupedes
motorizadas, que trazem o pavor dos olhos
o medo alcoólico, o lúdico sóbrio, um medo
módico, pelo simples gesto de um limpar
de olhos.
Os poemas são versos ricos, de mensagens
nobres, mas em água benta, beatifica
os vidros dos condutores atrás apenas de:
- Uma moeda por favor.
Qualquer coisa serve para esse nobre pedestre
de gestos estimulantes, pedantes de uma vida
de significantes, rimas que os trapos teimam
limpar num bailar dançante da palhetas.
O poeta circula itinerante, pelos vãos, entre
um andante e outro, atrás de um sentindo
nobre para suas escritas que não se publicam
poemas raros, frases de um idioma comum
dores sentidas nas cabeças e mãos que dizem não,
não quero, não precisa, hoje eu não tenho nada,
poeta,
maltrapilho, malandro, vagabundo errante.
O mar de poetas que inundam as vias das cidades
frias, com discursos repetidos, dores demasiadamente
distintas, frustram a multidão, acomodada a decifrar o
óbvio, incomodada com a mudança, indignada com o não
que não tem tolerância,
não entende a extensão da beleza
que a pureza das mãos e a escrita borrada no vidro
e o trocado maldito, podem mudar uma criação, ritmar
uma canção, salvar uma nação ou simplesmente
mortificar um coração.
andi valente.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
você...
Das pedras que sobraram
Abri os olhos ao alvorecer
Na solidão o reflexo se perde
o gosto será sempre amargo.
Passaram-se lentos os anos
as tentações não passam
perdemos o motivo pra morrer
vivemos em função do tempo.
Perdeu-se o o sono
Fechou os olhos, ficou rígida
nem tantos
nem tão poucos, somente
os suficientes.
Não sei se voltei para sofrer
ou só para ver o se...
A resposta da vergonha
foi saber que não sei perder
principalmente, você.
andi valente...
Abri os olhos ao alvorecer
Na solidão o reflexo se perde
o gosto será sempre amargo.
Passaram-se lentos os anos
as tentações não passam
perdemos o motivo pra morrer
vivemos em função do tempo.
Perdeu-se o o sono
Fechou os olhos, ficou rígida
nem tantos
nem tão poucos, somente
os suficientes.
Não sei se voltei para sofrer
ou só para ver o se...
A resposta da vergonha
foi saber que não sei perder
principalmente, você.
andi valente...
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